A geração distribuída de energia e seus avanços, por Ricardo Tosto

Em um artigo publicado no site da Leite, Tosto e Barros, advocacia que trata de diversos ramos jurídicos, Tiago Lobão Cosenza discorreu sobre a evolução da geração distribuída de energia no país. O advogado, juntamente com Ricardo Tosto e outros profissionais, é sócio do escritório e contribui para a publicação com informações acerca do meio em que atua, sempre atrelando os temas à realidade social em que se vive atualmente.

 

A modalidade distribuída de energia consiste em se instalar próximo ou conjuntamente a consumidores, fontes variadas de geração elétrica. A tecnologia empregada nesse tipo de instalação é variável, bem como a potência energética produzida. De acordo com o artigo veiculado, Cosenza diz acreditar que futuramente deverá haver maior interesse por parte de instituições de financiamento ligadas à União em auxiliar na expansão dessa forma de geração energética.

 

Conforme dados da ANEEL ( Agência Nacional de Energia Elétrica), este segmento sofreu um ligeiro aumento no número de locais que adotaram conexões por meio de mini ou microgeração energética. A escalada da quantidade de pontos instalados aumentou cerca de 70% somente na comparação referente aos meses de outubro e dezembro de 2015. Nos dias atuais, a potência existente chega a atingir 16,5 megawatts. O maior crescimento, no entanto, pode ser conferido através dos números relativos aos anos de 2014 e 2015, onde se nota um avanço de 308%.

 

Ricardo Tosto destaca que, com base no artigo, alguns fatores foram determinantes para que essa expansão ocorresse de maneira tão rápida. Dentre eles, as dificuldades e a falta de investimentos na área foram citados por Cosenza. O avanço das formas de regulação também foi outro item elencado pelo advogado.

 

Quando se trata de geração distribuída, em geral há o emprego da mão de obra do próprio consumidor, atitude que reduz os custos de instalação, se comparada com as formas com as formas convencionais de abastecimento existentes no território brasileiro. Outro ponto apontado por Cosenza, refere-se ao fato de se tratar de um meio de se produzir energia considerada limpa, respeitando a natureza e o clima. Por estas razões, ele acredita se tratar de algo bastante viável e que requer incentivos públicos e privados para sua manutenção, reporta Ricardo Tosto.

 

As instalações que abrigam geração distribuída são consideradas de pequeno porte e podem utilizar energia solar. Dessa forma, existente em abundância e se tratando de algo que se renova frequentemente, é um mecanismo que deveria receber maior atenção, sobretudo pelas questões econômicas e ambientais que envolve, cita Ricardo Tosto com base nas explanações de Cosenza sobre o assunto.

 

Outra modalidade de abastecimento foi citada no artigo. Trata-se da geração compartilhada, onde diversos consumidores são reunidos em instalações com o intuito de reduzirem custos de distribuição e efetivamente de utilização energética. Organizados em um tipo de cooperativa, há a divisão do que é consumido por todos. Cosenza estima que em breve o setor receberá maiores incentivos em forma de investimentos, uma vez que refere-se a algo que poderá representar uma saída para muitos problemas financeiros e sociais, noticia Ricardo Tosto