E se seu fim de semana tivesse 3 dias

Nova decisão pode tornar realidade o sonho de muitos brasileiros. O TST (Tribunal Superior do Trabalho), abriu a discussão e decidiu no final do ano passado, dia 22 de novembro, que através de acordos coletivos, dependendo da categoria e da empresa, o funcionário pode sim ter 3 dias remunerados de folga. A proposição passa a ter caráter repetitivo, podendo vigorar em futuros casos na justiça.
Não é uma brincadeira, claro que originalmente trata se de uma discussão mais ampla do cálculo do pagamento de horas extras dos bancários, mas que pode ser estendido para outras categorias.

O TST explicou que, por convenção ou acordo coletivo de trabalho, o número de dias semanais de repouso pode ser aumentado, como decorrência do exercício da autonomia sindical. O que isso quer dizer? Que para ser empregado em outras categorias, tudo precisa ser conversado, e acordado entre os 3 interessados, a empresa, o funcionário, e o sindicato. Isso tudo poderá ser legalmente organizado, logicamente se não vier a interferir na carga horária semanal trabalhada.

A negociação dos direitos trabalhistas não é total.

Mas de acordo com vários políticos da causa trabalhista e advogados do estado de São Paulo (veja a opinião do advogado Fernando de Castro Neves, especialista no caso), esse vai ser o futuro do direito trabalhista. Onde acordos mais flexíveis, porem respeitosos e com regras claras, poderão trazer mais benefícios para o empregado desde que não interfira em seus deveres contratuais.
A revista exame também publicou uma pesquisa que analisou dados de 25 estudos na Europa, Austrália, e Estados Unidos que comprovam os riscos de se trabalhar mais de 50 horas semanais, malefícios para o corpo humana, e para a saúde do sono. Empresas mais conscientes, principalmente no estado de São Paulo e Rio de Janeiro se utilizam de pesquisas como essas para flexibilizar os horários de folga de seus funcionários.
Na pratica já existiam casos acordados, sem o conhecimento do sindicato, de empregados que trabalhavam mais de 10 horas durante 4 dias na semana para conseguir folgar sábado e domingo, e ainda ter um dia extra a ser decidido pelo próprio empregador. O que alguns empregadores reclamam, e que principalmente no setor da indústria, uma carga horária diária de 12 horas por exemplo, é muito dura, e se perde muito em produtividade. Deixando claro, que mesmo com a decisão do Tribunal, vai depender muito da atividade exercida, e do setor de trabalho.
O ministro do trabalho Ronaldo Nogueira, já havia comentado, em meio a conversas sobre a possível reforma trabalhista, sobre a possibilidade de se criar contratos diferenciados, para cada empregado, considerando assim o número de horas trabalhadas, e a empresa em questão.