Marcio Alaor, do Banco BMG, noticia sobre as vantagens de uma administração consciente dos recursos naturais

O padrão desproporcional de consumo da sociedade tem gerado diversos problemas, como a escassez de água, desertificação, poluição, desmatamento, perda na biodiversidade, descongelamento das geleiras e vários outros.

Contudo, os especialistas não cansam de afirmar que através de um uso mais controlado e eficiente dos recursos naturais, seria possível reduzir esses problemas e ainda trazer grandes benefícios econômicos anuais, que poderiam atingir a margem de até US$ 2 trilhões, quantia maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) da Itália, por exemplo, informa o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

Essas questões foram reforçadas pelo relatório feito pelo Painel de Recursos Internacional, composto por uma equipe de analistas em meio ambiente da Organização das Nações Unidas. De acordo com o estudo, através desse ganho econômico, seria possível implementar mais medidas que ajudassem no combate as mudanças climáticas, as quais são consideradas caras atualmente.

Ritmo acelerado no uso de recursos

No decorrer dos últimos 50 anos, a sociedade alterou de forma constante e acelerada os diferentes ecossistemas do planeta em um ritmo até então inédito na história da humanidade. Como a população global crescerá em média 28% até meados do século XXI, a estimativas são de que mais de 70% dos recursos per capita do planeta serão necessários para suprir a demanda mundial até o ano de 2050, noticia o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

Segundo o estudo “Eficiência de Recursos: Implicações Potenciais e Econômicas”, que foi lançado durante a última reunião do G20, realizada em Berlim, uma utilização mais consciente dos recursos naturais e da energia seria capaz de cobrir todos os custos necessários para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius, número que os especialistas destacam como essencial para evitar os efeitos mais graves das mudanças climáticas, e ainda sobraria o bastante para investir no crescimento econômico e na criação de emprego em diversos países.

Como exemplo de iniciativas como a que foi citada no relatório, temos um programa britânico, que ficou em vigência entre 2005 e 2010, no qual foram reciclados mais de sete milhões de toneladas de resíduos, evitando assim que fossem emitidos cerca de seis milhões de toneladas de CO2‎ na atmosfera e economizando mais de 10 milhões de toneladas de água, reporta Marcio Alaor, do Banco BMG. Além disso, essa iniciativa reduziu custos em cerca de US$ 192 milhões e criou quase 9 mil vagas de emprego.

De acordo com Erik Solheim, especialista em meio-ambiente da ONU, ao utilizar os recursos do planeta de forma mais consciente, será possível investir mais capital na economia e, paralelamente, ter os meios necessários para financiar ações que reduzam as mudanças climáticas, informa o executivo do BMG, Marcio Alaor.

Ao todo, uma administração mais estratégica e inteligente poderia fazer com que o uso de recursos seja reduzido em até 28% em 2050. A avaliação final é de que apesar de alguns setores precisarem ser desacelarados para a conclusão desse projeto, como o setor de mineração, por exemplo, todo o planeta seria bastante beneficiado ao apior essas práticas em contrapartida ao consumo exacerbado e incontrolado, noticia Marcio Alaor, do Banco BMG.