O especialista jurídico, Dane Avanzi, deixa claro que o Bitcoin é uma moeda confiável

O total de estabelecimentos que aceitam o Bitcoin no Brasil, já passam de 15 mil e vão desde lojas de roupas até eletrodomésticos. Com relação ao futuro desta moeda digital, a expectativa é de grande crescimento no número de usuários em todo o mundo.

O advogado e presidente da Associação das Empresas de Rádio e Comunicação do Brasil – AERBAS, Dane Avanzi, explica alguns detalhes sobre o Bitcoin. “O Bitcoin é uma moeda virtual que surgiu de forma anônima, existe até um pseudônimo chamado Satoshi Nakamoto que é entre aspas, o criador da moeda”, diz Avanzi. “Na verdade, ninguém sabe a verdadeira identidade do criador ou criadora desta moeda revolucionaria. O que se sabe até hoje, são apenas especulações”, reforça Avanzi.

O Bitcoin, nada mais é do que um software muito sofisticado que é capaz de permitir transações de até R$ 0,01 se for de vontade do cliente e do vendedor. Essa moeda pode ser adquirida por qualquer pessoa. Pode ser adquirida em corretoras especializadas na compra e venda do Bitcoin. A pessoa que comprar a partir de um cartão de crédito precisará de um aplicativo para movimentar o dinheiro. Nesse aplicativo, deve-se abrir uma conta e através dessa conta pode-se monitorar e realizar os gastos, os créditos igual a uma conta corrente. Esses aplicativos são em grande número hoje e podem ser facilmente instalado em qualquer smartphone.

O Bitcoin é valorizado pela lei da oferta e procura. Existem oscilações, existem alguns picos também. Por exemplo, ocorreu um incidente em 2013, quando o Chipre, que é um país pequeno entrou em uma dificuldade econômica e uma grande parcela da população correu para comprar Bitcoins. Nessa corrida, houve uma hiper valorização com um grande salto no valor da moeda. Hoje, dia 11 de abril de 2017, a moeda está sendo cotada em R$ 3817,38.

Dentro deste contexto, o usuário pode comprar e vender um produto na moeda referente ao seu país, utilizando Bitcoins com base no valor em que está sendo cotado. Na prática, o Bitcoin é uma ferramenta sem igual. O usuário pode fazer investimentos no mercado financeiro, utilizar o Bitcoin para a prática de trading e a aquisição de ações na bolsa de valores. Existem uma quantidade predeterminada de Bitcoins, isso é o que também valoriza a moeda com relação a lei da oferta e procura. No momento, esse número de Bitcoins não chegou nem na metade da quantidade total.

A segurança também é um fator que da estabilidade para a moeda virtual. O uso de criptografia avançada, permite que a moeda não seja falsificada ou hackeada por nenhuma pessoa, governo ou país. Segundo Avanzi, é muito seguro usar o Bitcoin para efetuar transações de diversos tipos. “Uma das ótimas questões com relação aos Bitcoins é que ele não tem um poder centralizado. Nem empresas que ajudam a fazer essas transações, levam o título de mineradores porque essa atividade, requer uma forma de garimpo em blocos de 10 Bitcoins cada. Funciona exatamente como em uma mineradora comum, deve se escavar para encontrar o mineral valioso. Com o Bitcoin, a empresa mineradora entra no sistema de dados no qual a moeda encontra-se hospedada e procura extrair esses blocos de criptografia avançada para que sejam difundidos no mercado. Isso requer hardwares altamente potentes e sofisticados”, diz Avanzi.

 

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