Suspensa a prisão do ex-goleiro filho de Pelé

Nesta primeira quarta-feira do mês de março, o juiz Antônio Saldanha Palheiro do Supremo Tribunal de Justiça, através de uma liminar suspendeu a prisão do filho do Pelé, Edison Cholbi e Nascimento, ex-goleiro jogador do Santos Futebol Clube. O jogador teve sua prisão decretada no dia 23 do mês passado.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, Edison teve sua prisão decretada por ser acusado de lavagem de dinheiro e trafico de drogas. A defesa entrou com um recurso no tribunal de justiça, e o juiz decidiu por liberar um Habeas Corpus. O recurso foi apresentado um dia depois de ter sido decretada a prisão do jogador, no dia 24 de fevereiro.

Os ministros do STJ deixaram bem claro que só liberaram o Habeas Corpus por considerarem que as possibilidades de recursos do réu ainda existirem, e que podem mudar o curso do caso. O juiz Saldanha afirmou em audiência que o réu pode aguardar o julgamento do caso em liberdade, ou até que não existam mais recursos em primeira estância. A liberdade pode ser revogada diante de novas provas apresentadas pela outra parte.

O Tribunal de Justiça considerou que diante dos recursos apresentados pela defesa, e porque ainda não foram apresentadas mais provas cabíveis que condenem o ex-jogador, a decisão será tomada em seu favor. Uma liminar foi deferida para suspender a ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo até segunda ordem.

A Acusação

Edison Cholbi e Nascimento foi preso em 2005 no mês de junho, durante uma operação do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). A Operação Indra prendeu mais de 17 pessoas naquele mesmo dia, todos acusados de terem ligações com uma organização de trafico de drogas. A organização criminosa atua em especial na baixada santista, onde morava e trabalhava o ex-goleiro do Santos.

De acordo com as investigações, Edison e os outros mais de 17 acusados da Operação Indra, trabalhavam para o Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Nandinho.

O Nandinho como é conhecido no mundo do crime, foi acusado de comandar a organização criminosa mesmo dentro da cadeia a mais de 10 anos. O acusado desapareceu no final do mês passado depois de sair pela porta da frente da casa penitenciária onde estava cumprindo pena.

Edison cumpriu aproximadamente 6 meses de prisão provisória antes de decisão ter sido concedida pelo Supremo Tribunal Federal.