Bruno Fagali reporta sobre a importância do compliance

Recentemente, é grande o número de empresas que tentam promover uma cultura organizacional pautada pela ética, grande parte delas inclusive adotou essa atitude antes mesmo do país desenvolver suas leis anticorrupção, informa o advogado Bruno Fagali, da FAGALI Advocacia. Esse comportamento institucional é capaz de fortalecer a relação com os stakeholders, reduzir os casos de fraudes e de outros crimes financeiro, fazendo assim com que a imagem da empresa se torne cada vez mais sólida no mercado.

Como consequência, é possível afirmar que os programas de compliance ganharam destaque no Brasil. Práticas seguindo o código de ética e conduta e a adoção de canais de denúncias eram medidas facultativas, mas que ainda assim várias empresas já possuíam. Estas se tornaram obrigatórias nos últimos anos para garantir que as atividades corporativas se tornem cada vez melhores.

Desse modo, o compliance tem feito parte de um volume significativo de empresas, contudo, são poucas as corporações que se questionam sobre o nível de efetividade e a maturidade dessas práticas adotadas, reporta Bruno Fagali. Nesse caso, é muito difícil administrar uma questão na qual não se tem conhecimento, e dentro das empresas, um tema dessa importância e magnitude necessita de indicadores.

Porém, a questão aqui não é contar com indicadores de gestão que informem estatísticas como qual é o percentual de funcionários treinados ou o número de ligações feitas para o canal de denúncias. O importante de fato é realizar uma auditoria de compliance, um processo que será capaz de informar a efetividade dessas práticas a partir do ponto de vista de seus colaboradores, sendo assim um método essencial para a gestão de algo desse porte.

Uma auditoria de compliance consegue oferecer uma visão mais ampla sobre o assunto pois avalia os normativos e as ferramentas utilizadas, além de indicar o nível de percepção e confiança no programa, noticia Bruno Fagali, advogado da FAGALI Advocacia. Atualmente, já existem inclusive metodologias mais modernas que possibilitam o entendimento das crenças e valores que resultam em resistência por parte dos funcionários.

Com o trabalho desenvolvido pela auditoria, os gestores têm os meios necessários para decidir de forma mais elaborada questões como, quando é o momento de reavaliar um normativo, quais treinamentos precisam ser feitos, para quais colaboradores ou filiais do negócio, fazendo também um mapeamento sobre a comunicação dos valores da empresa e identificando se ele está cumprindo o seu papel ou se precisa de algum ajuste, informa o advogado Bruno Fagali. O processo também ajuda na identificação dos choques culturais através do uso do canal de denúncias e de outros meios que impeçam ações que sejam contrárias ao regulamento da empresa e que possam gerar danos a sua imagem.

Para conseguir manter um programa eficiente de compliance, a corporação precisa pensar além do tradicional. A criação de uma cultura ética corporativa só ocorre quando existe ajuda, confiança e entendimento do conjunto de funcionários e parceiros. Sendo assim, é essencial que esse elo seja fortalecido continuamente para que a empresa alcance um patamar de excelência, reporta Bruno Fagali.