Bruno Fagali informa de levantamento sobre novos mecanismos anticorrupção

Nos últimos anos, as empresas do país estão se esforçando mais para aprimorarem os seus mecanismos para o monitoramento de riscos, quando comparado ao que era feito anteriormente. O motivo dessa crescente preocupação são os atuais casos de corrupção que prejudicaram a credibilidade de várias empresas brasileiras.

Essas questões foram abordadas por uma pesquisa feita pela auditoria Deloitte, reporta o advogado da FAGALI Advocacia, Bruno Fagali, que concluiu esses fatos após questionar quase cem corporações distintas, incluindo empresas de porte pequeno e grande, por meio de um questionário eletrônico.

Segundo essa pesquisa, o índice de corporações que fazem uso de métodos anticorrupção cresceu de 59% para cerca de 73%, em um intervalo de somente dois anos. Além disso, a supervisão de comportamentos antiéticos e fraudulentos aumentou de 60% para 81% nesse mesmo intervalo, informa o advogado Bruno Fagali. Esse levantamento desenvolvido pela Deloitte ainda fez um monitoramento de quais empresas possuem algum envolvimento com doações feitas a campanhas eleitorais e partidos políticos, chegando a um percentual de 69% entre as corporações presentes na análise.

De acordo com os sócios da consultoria Deloitte, Ronaldo Fragoso e Alex Borges, esses índices mostram que as empresas e instituições do país precisaram encontrar novos mecanismos para evitar e reduzir as práticas antiéticas. Para eles, as ações da Operação Lava-Jato provocaram uma mudança cultural e de comportamento dentro das empresas, chamando mais atenção para a importância desse tema.

Contudo, mesmo com esses resultados positivos observados pelo levantamento da Deloitte, a pesquisa percebeu que também existem aspectos que devem ser melhorados dentro das empresas, reporta o advogado Bruno Fagali. Como por exemplo, apesar de uma boa parcela das instituições ter afirmado saber qual é a sua maior matriz de riscos, somente 49% das empresas analisadas disseram ter adotado práticas de nível bom ou ótimo para solucionar essa questão.

Os pilares da gestão de riscos estudados pela auditoria Deloitte foram: financeiro, operacional, regulatório, cibernético e estratégico. A partir desses pilares, a auditoria chegou a conclusão de que as empresas apresentam um desempenho satisfatório nas questões regulatórias, que dizem respeito as medidas relacionadas ao combate à corrupção, e nas financeiras, que exercem o controle sobre os fluxos de caixa, noticia o advogado Bruno Fagali.

Entretanto, dois pilares ficaram abaixo do esperado, que foram os fatores estratégicos, relativos a reputação e a análise de concorrência, e os fatores cibernéticos, acerca da exposição digital das corporações na atualidade. Para conseguir monitorar melhor os riscos e aprimorar a reputação das empresas brasileiras em âmbito internacional, é muito importante que esses pilares sejam aprimorados no decorrer dos próximos anos de acordo com a Deloitte.

Além de consultoria, a Deloitte ainda atua no ramo de assessoria financeira, auditoria, consultoria tributária e risk advisory, tendo milhares de profissionais contratados em diversos países para oferecer seus serviços a prestigiada cartela de clientes da corporação. Por essa razão, é possível assegurar o nível de confiabilidade dos dados apresentados pela consultoria nesse levantamento recente sobre a credibilidade das instituições brasileiras no mercado atual, reporta Bruno Fagali, da FAGALI Advocacia.