Festas de final de ano aumentam o número de fraudes em produtos para ceia

Assim como a maioria dos feriados do calendário, as festas de final de ano movimentam grande parte do comércio brasileiro. Nessa época é comum que muitas fraudes aconteçam, pois os consumidores acabam ficando mais desatentos e suscetíveis a cometer alguns erros que são facilmente percebidos pelos golpistas.

A maioria dessas fraudes ocorrem nos alimentos que irão compor a ceia de Natal ou de Ano Novo, como chester, peixes, peru, azeite e carnes embutidas. Mas outros setores do comércio também registram atitudes fraudulentas na hora de ofertar produtos para os seus consumidores, como é o caso dos comerciantes de enfeites natalinos, que podem aproveitar o momento festivo para enganar os consumidores.

Dentre as fraudes que mais ocorrem durante a época de final de ano estão dois itens essenciais para a ceia de Natal, o chester e o peru. Os dois itens principais da ceia são os que mais recebem reclamações de fraude no final do ano. As fraudes nesse caso, explicam especialistas em Direito do Consumidor, ocorrem no momento em que o comerciante resfria esses alimentos.

Após o abate e a limpeza desses dois itens, eles precisam ser resfriados rapidamente para que a carne não estrague. O processo de resfriamento se inicia através de um mergulho do alimento em água gelada, o que faz com que a carne absorva água e aumente seu peso em relação ao peso inicial. Sendo assim, o consumidor acaba pagando por gelo pensando que está levando apenas a carne.

O especialista em cuidados com inspeção animal, Alexander Dornelles, e também membro do Anffa – “Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários”, revelou: “A água e o gelo fazem parte do processo de produção de proteína animal, mas há um limite determinado por normas técnicas”.

O maior problema no caso dos congelados, explica Ederli Pereira Cardoso, gestora do Ipem-SP – “Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo”, é que: “O consumidor não tem como saber até preparar o produto”.

Contudo, Ederli aconselha que o consumidor sempre procure pelo Procon“Programa de Proteção e Defesa do Consumidor”, caso desconfie de alguma prática que pode ser considerada fraude pelo órgão.